Os contratos de minidólar com vencimento em novembro (WDOX26) encerraram a última sessão, na sexta-feira (2), em leve queda de 0,08%, aos 5.257 pontos. O dólar à vista recuou 0,13%, a R$ 5,2173, mas acumulou alta de 0,65% na semana. Os traders agora aguardam a reação dos ativos à definição do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para 25 de outubro.
No exterior, o payroll abaixo das expectativas enfraqueceu a moeda norte-americana e derrubou os rendimentos dos Treasuries, reforçando a possibilidade de manutenção dos juros pelo Federal Reserve. Segundo o analista técnico Rodrigo Paz, o comportamento do DXY e dos Treasuries após os dados mais fracos de emprego também deverá orientar o contrato.
No gráfico de 15 minutos, o minidólar fechou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando que os compradores ainda tentam sustentar uma reação. Para que a recuperação ganhe continuidade, Paz considera necessária a entrada de volume comprador capaz de superar a faixa de resistência em 5.263/5.274,5 pontos. O rompimento desse intervalo poderá abrir caminho para 5.289,5/5.302,5 pontos e, em uma extensão do movimento, para 5.309/5.320 pontos.
No cenário contrário, a perda do suporte em 5.245/5.235 pontos, acompanhada de maior pressão vendedora, poderá recolocar o minidólar em trajetória de baixa. Nesse caso, os próximos suportes estarão em 5.226,5/5.214 pontos, com alvo mais longo na região de 5.192/5.176 pontos.
No gráfico diário, o candle da sessão formou um doji, configuração que evidencia o equilíbrio de forças e a indefinição entre compradores e vendedores. Para retomar o movimento de alta, o contrato precisará superar a faixa de 5.274,5/5.309 pontos. Acima desse intervalo, o fluxo comprador poderá ganhar força em direção a 5.339/5.374 pontos. Pelo lado vendedor, a continuidade da baixa dependerá da perda das médias e dos suportes em 5.192, 5.124 e 5.083 pontos.
O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 60,49 pontos. O indicador permanece em zona neutra, mas acima da linha central, refletindo uma condição técnica ainda favorável aos compradores, embora sem sinal de sobrecompra.


