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Ministro diz estar otimista com China apesar de tarifa sobre carne

Carla Fernandes
Última atualização: 13 de outubro de 2026 22:33
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula (PSD), afirmou nesta terça-feira (13) estar “otimista” com as relações comerciais entre Brasil e China, apesar da sobretaxa de 55% imposta por Pequim à carne bovina brasileira desde 1º de outubro. Em entrevista a jornalistas em Brasília, ele citou avanços recentes nas negociações bilaterais.

A China passou a cobrar a sobretaxa depois que o Brasil esgotou sua cota anual de exportação, de 1,106 milhão de toneladas. A tarifa adicional se soma à alíquota convencional de 12%, elevando a taxação total para 67% sobre os embarques que ultrapassarem o limite.

“Eu estou otimista porque as relações que nós temos mantido com a China têm sido sempre muito positivas e têm representado avanços importantes para o nosso agro”, declarou o ministro.

André de Paula citou a habilitação de 4 frigoríficos brasileiros para exportar à China e a abertura do mercado chinês para miúdos suínos como avanços recentes. Uma missão chinesa realizou auditoria em 17 frigoríficos distribuídos por 6 Estados brasileiros, com inspeção que durou 7 dias.

O ministro afirmou esperar que novas unidades sejam autorizadas a exportar para o país asiático. Ele também mencionou negociações para permitir a venda de miúdos bovinos à China, depois da abertura do mercado para miúdos suínos vermelhos, que incluem órgãos internos dos animais.

Esses produtos têm menor valor comercial no Brasil, mas são valorizados pelos consumidores chineses. “Temos muita esperança de que a gente possa rapidamente ter notícias positivas também em relação a isso”, disse, ao mencionar as negociações sobre miúdos bovinos.

As restrições atingem outros fornecedores internacionais, não só o Brasil, e estão projetadas para vigorar até 2028. A China é o principal destino da carne bovina brasileira — em 2025, respondeu por cerca de 48% do volume exportado pelo Brasil.

Os embarques para a China somaram 12.900 toneladas em setembro de 2026, queda de 93,2% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).

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