O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o retorno de Paulo Curió (União Brasil) ao cargo de prefeito de Turilândia (MA). A decisão foi tomada nesta quinta-feira (1º). Curió é suspeito de integrar facção criminosa que teria desviado R$ 56 milhões do caixa do município. Ele nega a acusação.
O político do União Brasil estava afastado havia mais de nove meses. Em 26 de dezembro de 2025, foi preso em operação do Ministério Público maranhense, mas a Justiça revogou a prisão preventiva em maio deste ano.
Em julho, o Tribunal de Justiça do Maranhão havia mantido o afastamento por mais 180 dias. O entendimento, contudo, deixa de valer por causa de Moraes.
Apesar de determinar o retorno, Moraes manteve restrições. Curió voltará à prefeitura usando tornozeleira eletrônica. Ele segue impedido de manter contato com outros investigados e de contratar empresas alvo da investigação.
“Ocorre que a manutenção das medidas cautelares exige a persistência dos pressupostos que lhes deram causa, devendo sua necessidade ser aferida com base nas circunstâncias atuais”, justificou Moraes. “Diversas medidas investigativas foram realizadas, culminando com o oferecimento da denúncia em janeiro de 2026, sem que tenha havido juízo de admissibilidade pelo tribunal local.”
Segundo a denúncia, o esquema envolveria Curió, outros integrantes da Prefeitura de Turilândia, vereadores e empresários.
Paulo Curió foi reeleito prefeito em 2024. Naquele ano, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral ter R$ 1 milhão em bens. Em 2022, fez campanha para Flávio Dino, então candidato ao Senado, hoje ministro do STF e colega de Moraes na Corte.

