Morreu em Boa Vista (RR) nesta quarta-feira (30) Elis Kamila Lima Carneiro, de 5 anos. A menina tinha síndrome progéria de Hutchinson-Gilford, condição rara associada ao envelhecimento precoce. A irmã gêmea, Eloá, também tem o diagnóstico. As duas eram consideradas as únicas gêmeas com a síndrome no mundo.
O anúncio foi feito pelo irmão das meninas, Guilherme, responsável pelos cuidados com Elis e Eloá, em um vídeo publicado no Instagram. Ele disse que a irmã foi muito forte e surpreendeu a família em diferentes momentos.
“Hoje a Elis descansa no Senhor. É muito difícil porque a gente não queria que isso acontecesse, mas a gente também não pode ser egoísta. Eu acho que o Senhor foi muito bom com a gente e eu tenho certeza que todo mundo foi impactado pela vida da Elis, pela história da Elis com a gente, e esse não é o fim”, afirmou.
A história das meninas ganhou repercussão há mais de três anos. Elas foram os primeiros casos da doença atendidos pela rede estadual de saúde de Roraima.
A família compartilhava nas redes sociais registros da infância das duas, mostrando brincadeiras, aulas de natação, dança e momentos em que aprendiam a falar e andar. A conta chegou a reunir mais de 1 milhão de seguidores. A visibilidade também foi usada para defender pessoas com síndromes raras.
No aniversário das duas, em maio de 2026, elas passaram a data separadas: Eloá estava internada, enquanto Elis estava em casa. “Nem sempre a vida vai seguir o roteiro que a gente escreveu”, publicou o irmão.

