A Prefeitura do Rio promove no sábado (10/10), a partir das 10h, no Galpão Bela Maré, uma mostra de curtas-metragens produzidos por jovens da Maré durante o projeto CINE SESI – Curta Periferias. A iniciativa usa o audiovisual e a tecnologia como ferramentas de formação, expressão cultural e inclusão produtiva.
Ao longo do projeto, os participantes tiveram contato com roteiro, produção de áudio e vídeo, linguagem cinematográfica, captação de imagens pelo celular e edição com ferramentas gratuitas. A ação buscou promover o desenvolvimento de competências criativas, técnicas e profissionais, estimulando os jovens a transformar experiências e histórias do próprio território em produções cinematográficas.
O projeto é realizado pela Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (SMCT), RioFilme, Uniperiferias, Bela Maré e Observatório de Favelas, em parceria com a Firjan SESI, com financiamento do Conselho Nacional do SESI, por meio do Edital Conexão SESI 2026.
Para o secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Gabriel Medina, o cinema é uma importante ferramenta cultural, tecnológica e de transformação social. “O audiovisual tem o poder de ampliar vozes, revelar talentos e criar novas oportunidades, especialmente nas periferias”, afirmou. Ele disse que a Prefeitura, por meio das 33 unidades das Naves do Conhecimento, Navezinhas Cariocas e Naves Satélites, vem aproximando tecnologia, inovação, economia criativa e formação profissional das comunidades.
O diretor-presidente da RioFilme, Leonardo Edde, afirmou que a verdadeira inclusão acontece quando os territórios passam a dominar a tecnologia para contar suas histórias, gerar renda, empreender e disputar espaço no mercado. “Hoje, o celular, a câmera, a edição, a inteligência de dados, as redes e a narrativa fazem parte de um mesmo ecossistema”, disse.
Entre os filmes realizados estão “Kemillym Luta”, com direção de Kemillym e Letícia Moura; “A Dança da Vida”, de Jordan Balbino; “Memórias da mata”, de Luciana Barros; “Migrantes – Conexão Maré x África”, de Bruno Carlos; “Àdurá”, de Kley Hudson; “Entre a Maré e o meu mundo”, de Adrielle Soares e Ynara Baltazar; e “A Maré ensina”, de Caio Aragão.

