O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversou por telefone com o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o convidou para visitar o país para “renovar a profunda amizade” entre as duas nações. A ligação ocorreu na noite de quinta-feira (8) e teve a participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador.
O gabinete de Netanyahu informou que ele parabenizou Flávio “por sua grande conquista no primeiro turno das eleições presidenciais”. Na conversa, os dois acertaram visitas mútuas: o premiê convidou o senador a Israel, e Flávio retribuiu com um convite para Netanyahu vir ao Brasil.
“Ambos querem renovar a profunda amizade entre os dois países, como parte da transformação que está ocorrendo nas relações de Israel com os países sul-americanos”, diz a nota do gabinete israelense.
Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (8) aponta Flávio com 52% das intenções de voto contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
O senador, de 45 anos, é o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que mantinha boa relação com Netanyahu e está em prisão domiciliar por conspirar para um golpe de Estado após perder as eleições de 2022. Flávio esteve em Israel em dezembro, em sua primeira agenda internacional como pré-candidato.
Em outra frente, Flávio fez uma videochamada com o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, e pediu ajuda no combate ao tráfico de drogas. “Vou implementar um regime muito duro aqui no Brasil e vou precisar muito conversar com o senhor para a gente ter esse intercâmbio de informações”, disse. Espriella concordou que a droga “é um problema global” e defendeu acordo entre países com fronteira em comum.
Na conversa, transmitida no canal de Eduardo Bolsonaro no YouTube, Flávio afirmou que, se eleito, quer aderir ao Escudo das Américas, tratado de defesa lançado pelos Estados Unidos para combater facções criminosas, que inclui medidas contra o PCC e o Comando Vermelho.

