O Prêmio Nobel de Medicina de 2026 foi concedido nesta segunda-feira (5) ao psiquiatra e neurologista americano Karl Deisseroth e aos alemães Peter Hegemann e Georg Nagel, por descobertas em optogenética, técnica que permite compreender como células contribuem para a aprendizagem, o medo, o vício e o movimento.
A optogenética combina luz e genética para controlar a atividade de neurônios específicos. Segundo o Comitê do Nobel, reunido em Estocolmo, os pesquisadores revelaram circuitos neurais que controlam memórias, sentimentos e comportamentos relevantes para transtornos neurológicos e psiquiátricos.
Na medicina clínica, o método é usado em tentativas de restaurar a visão em pessoas com deficiência visual. O comitê afirmou que a optogenética transformou radicalmente a compreensão do cérebro e que novas descobertas surgem diariamente para desvendar seu funcionamento.
Os laureados receberão diploma, medalha de ouro e um cheque de US$ 1,2 milhão (R$ 6,3 milhões, na cotação atual) do rei Carlos XVI Gustavo em cerimônia em Estocolmo, em 10 de dezembro, data que marca a morte de Alfred Nobel, em 1896.
No ano passado, o prêmio de Medicina foi concedido aos americanos Mary Brunkow e Fred Ramsdell e ao japonês Shimon Sakaguchi, por pesquisas sobre o controle do sistema imunológico.
Na terça-feira (6), será anunciado o Nobel de Física. Entre os favoritos estão o britânico Sir John Pendry e o americano David Smith, pioneiros no conceito da “capa de invisibilidade”, que demonstraram como metamateriais podem desviar ondas eletromagnéticas ao redor de objetos.
O Nobel de Química sai na quarta-feira (7) e o de Literatura, na quinta (8). O Nobel da Paz, o mais aguardado, será entregue na sexta-feira (9), em Oslo. A temporada termina em 12 de outubro com o prêmio de Economia.


