O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste sábado (3) que não há risco concreto de interferência na realização do 1º turno das eleições de 2026. Em pronunciamento transmitido por emissoras de rádio e televisão, ele citou o trabalho conjunto das instituições responsáveis pelo monitoramento de possíveis ameaças.
“Nosso pleito não está sob ameaça concreta, seja internacional ou do crime organizado”, disse o ministro. “Os órgãos de inteligência que trabalham em parceria conosco não apontam qualquer indício disso.”
Nunes Marques descartou mudanças no calendário eleitoral e pediu que os eleitores tenham atenção às informações que circulam durante o processo. O 1º turno ocorre neste domingo (4), quando serão escolhidos deputados federais, deputados estaduais, dois senadores, governador e presidente da República.
O presidente do TSE fez um apelo aos candidatos e eleitores para que respeitem a liberdade de escolha nas urnas. “Ameaças, assédio ou tentativa de interferência na vontade do eleitor, em qualquer de suas formas, serão prontamente reprimidas”, afirmou.
O ministro recomendou que os brasileiros verifiquem a procedência de conteúdos antes de repassá-los e usem os canais oficiais para esclarecer dúvidas sobre a votação.
O pronunciamento também destacou os mecanismos de segurança do sistema eletrônico de votação. A urna eletrônica é usada no país há três décadas e passa por atualizações a cada eleição.
O TSE convidará os dois últimos eleitores aptos a votar em cada seção eleitoral para acompanhar o encerramento da votação. Eles receberão o boletim de urna com os votos registrados naquele local, documento que terá um QR Code para conferência dos dados pelo aplicativo Boletim na Mão.
Os eleitores devem levar documento de identificação com foto e a “cola eleitoral” preenchida com os nomes e números dos candidatos.

