Cerca de 40% da população mundial, aproximadamente 3,1 bilhões de pessoas, sofre com dores de cabeça regularmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Quando o sintoma se torna persistente ou vem acompanhado de alterações neurológicas, especialistas recomendam procurar avaliação médica.
No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas têm enxaqueca crônica, condição caracterizada por crises em 15 ou mais dias por mês, frequentemente com náuseas e sensibilidade à luz e aos sons, segundo o neurocirurgião Orlando Maia.
O especialista afirma que a dor de cabeça ocasional é comum, mas a persistência exige investigação. “Pode se tratar de enxaqueca crônica, caracterizada por crises que ocorrem 15 dias ou mais por mês”, explica.
A Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC) lista como sinais de alerta dores frequentes ou diárias, mudança no padrão habitual, dor súbita e intensa, alterações na visão, fala ou força muscular, confusão mental e perda de consciência.
Dor súbita muito intensa, especialmente com alterações neurológicas, requer atendimento de emergência. O risco, segundo Maia, é a pessoa se acostumar com a dor e recorrer a analgésicos, adiando a investigação das causas.
A SBC aponta que hábitos como alimentação inadequada, jejum prolongado, consumo de álcool, estresse, sedentarismo e tabagismo podem favorecer as crises. O tratamento pode envolver neurologista, dentista, nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta.
O uso excessivo de analgésicos sem orientação pode agravar o quadro e aumentar a frequência das crises, alerta a entidade. Cerca de 90% das pessoas com cefaleia relatam prejuízo no trabalho, estudos, lazer ou vida sexual.


