A oncologista Rachna Shroff, de 47 anos, morreu após ser diagnosticada com um câncer agressivo, anunciou a Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (12). Reconhecida internacionalmente por pesquisas sobre tumores do pâncreas e das vias biliares, a médica dedicou a carreira ao desenvolvimento de tratamentos inovadores e à ampliação do acesso de pacientes a ensaios clínicos.
Diretora associada de investigações clínicas do Centro de Câncer da universidade e chefe da Divisão de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Medicina de Tucson, Shroff recebeu o diagnóstico no início de 2026. Segundo o Today, após descobrir que a doença havia se espalhado, foi diagnosticada com adenocarcinoma em estágio terminal, tipo de câncer que se origina em células glandulares.
Desde que ingressou na Universidade do Arizona, em 2018, a médica trabalhou no avanço de terapias imunológicas e de novos medicamentos. Sua atuação teve impacto especialmente no tratamento do colangiocarcinoma, câncer raro que afeta os ductos biliares e historicamente apresenta poucas opções terapêuticas.
Segundo a universidade, os ensaios clínicos inovadores liderados por Shroff como investigadora principal contribuíram para transformar a área. Ao longo da carreira, ela publicou mais de 80 trabalhos científicos e proferiu mais de 130 palestras, além de desenvolver tratamentos para tumores pancreáticos e hepatobiliares.
— É nosso papel e responsabilidade disponibilizar ensaios clínicos aos pacientes que nos procuram e, idealmente, ter um ensaio disponível para cada paciente que entra pela porta — afirmou Shroff à GIOncology Now, em 2024. — Para podermos oferecer a eles algo de ponta, diferente e inovador.
Mesmo após receber o diagnóstico, a pesquisadora continuou a apoiar a ciência. Em setembro, criou o Prêmio Conquer Cancer — Rachna Shroff para Jovens Investigadores em Cânceres Biliares. Em poucas semanas, a iniciativa arrecadou mais de US$ 1,35 milhão, segundo a universidade, para financiar futuras pesquisas.
Shroff deixa o marido, Puneet Shroff, e os filhos, Simran e Sachin. Em homenagens, colegas e organizações ligadas à pesquisa oncológica destacaram não apenas sua contribuição científica, mas também sua dedicação aos pacientes, sua atuação como mentora e sua capacidade de aproximar pessoas mesmo diante das dificuldades.

