A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) elevou a estimativa de crescimento da produção brasileira de combustíveis líquidos para 2026 e 2027. A entidade prevê expansão de 500 mil barris por dia (bpd) em 2026, com média de 4,9 milhões de bpd. Para 2027, o crescimento projetado subiu para 100 mil bpd, totalizando 5 milhões de bpd.
Os dados constam do relatório mensal divulgado nesta terça-feira (13) pelo cartel. Segundo a Opep, a produção brasileira de petróleo bruto aumentou 116 mil bpd em agosto ante julho, para média de 4,6 milhões de bpd.
A produção de líquidos de gás natural ficou praticamente estável, em 100 mil bpd. A de biocombustíveis, principalmente etanol, manteve-se em torno de 700 mil bpd.
Com isso, a produção total de combustíveis líquidos subiu cerca de 115 mil bpd na margem em agosto, para média de 5,4 milhões de bpd. O volume é 700 mil bpd superior ao registrado um ano antes.
Os principais motores do crescimento da produção de líquidos neste ano devem ser Brasil, EUA, Canadá e Argentina, segundo o cartel. A Opep alerta, porém, que o aumento dos custos de desenvolvimento e a inflação dos custos unitários podem apertar as contas dos projetos e levar a atrasos nas decisões finais de investimento, apesar do potencial dos planos de start-ups em áreas offshore do Brasil.
Na esfera macroeconômica, a entidade manteve as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2,0% em 2026 e 2,2% em 2027. A organização avalia que a expansão deve seguir positiva, sustentada pelo afrouxamento monetário e pela continuidade de uma atividade doméstica robusta.
A Opep ressalta, no entanto, que as condições monetárias permanecem altamente restritivas em termos reais. O efeito positivo sobre a demanda interna deve aparecer apenas de forma gradual, segundo o relatório.

