O deputado Otoni de Paula (PSD-RJ) afirmou nesta sexta-feira (9) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai conquistar votos de evangélicos indecisos no segundo turno. A declaração ocorreu durante ato em Ceilândia (DF), o primeiro evento de campanha do petista após o primeiro turno, no qual ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Eu não tenho dúvida nenhuma de que nós vamos conquistar votos de evangélicos indecisos”, declarou o congressista. Segundo ele, os votos devem vir “principalmente daqueles que perceberam o que o bolsonarismo fez dentro da igreja”.
Otoni disse que a campanha faz um trabalho de conscientização. “A gente está tentando conscientizá-los tanto através dessas redes sociais quanto através dos nossos canais de comunicação pelo WhatsApp.” Ele avaliou a missão como difícil, mas afirmou que “qualquer 1 ou 2 pontinhos” tirados do adversário “somam para essa virada que nós precisamos”.
Antes de declarar apoio ao petista, Otoni era crítico de Lula. Em 2022, chamou o então candidato de “vagabundo” e disse que lidaria com ele “na bala”. No ano passado, afirmou ter se arrependido da forma como se referiu ao petista.
O deputado, que apoiava a família Bolsonaro e atuava na bancada evangélica do Congresso, deixou durante a campanha deste ano a candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) e declarou apoio a Lula. Segundo ele, a decisão teve como objetivo fazer oposição a Flávio. Otoni não conseguiu se reeleger para a Câmara dos Deputados.
A principal estratégia da campanha de Lula para reverter o resultado do primeiro turno é incentivar mais pessoas a saírem para votar. O presidente intensificou sua presença on-line e vem fazendo vídeos estilo selfie, numa tentativa de aproximação e comunicação mais direta com os eleitores.
O congressista afirmou que a campanha petista deveria ter investido nas redes sociais “lá trás”. “Eu não tenho dúvida de que é uma estratégia que já era para ter sido usada lá atrás, mas ainda há tempo. Prova disso é que a rede dele está crescendo. O mais importante é a gente entender que a maioria desses que não foram votar são Lula e eles precisam ir votar”, disse.


