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Paes nega atrito com Lula e diz que não é ‘vassalo’ do presidente

Carla Fernandes
Última atualização: 7 de outubro de 2026 17:31
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) negou que exista mal-estar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas procurou marcar distância do PT durante a campanha para o segundo turno. Em agenda na Rocinha, nesta quarta-feira, 7, Paes afirmou que apoia Lula, embora não concorde com todas as posições do petista.

“Eu tenho muita gratidão ao presidente Lula, voto no presidente Lula, faço campanha para o presidente Lula”, afirmou. “Agora, tem pessoas que votam em mim que não fazem campanha, que não votam no presidente Lula. Eu já disse: eu não sou do PT, eu não penso tudo igual ao Lula, eu não sou um vassalo do Lula.”

Paes também disse que conversou com Lula na noite de terça-feira 6 e negou qualquer desentendimento entre os dois. Segundo o candidato, há “intrigueiro” e “ciúme” no entorno do presidente. “Eu falei ontem à noite com o presidente Lula. Tem intrigueiro, tem ciúme. Eu também queria que todo mundo que votou no Lula votasse em mim.”

A campanha de Paes sinalizou que pretende evitar a concentração em temas nacionais na disputa contra Douglas Ruas (PL). A estratégia gerou incômodo entre petistas, principalmente porque Lula terminou o primeiro turno atrás no Estado.

Paes chega à segunda etapa com 42,76% dos votos válidos, o equivalente a 3.706.984 votos. Ruas recebeu 49,27%, ou 4.271.199 votos.

O cenário eleitoral do Rio também mostrou força do PL nas demais disputas. Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do partido, conquistaram as duas vagas do Estado no Senado. Benedita da Silva (PT) terminou em terceiro, com 3,2 milhões de votos. Na Câmara dos Deputados, o PL elegeu 15 parlamentares no Estado, enquanto o PT ficou com seis das 46 cadeiras.

A composição da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) também terá maioria do PL entre os partidos citados. Índia Armelau (PL) recebeu a maior votação para deputado estadual, com 248.504 votos. A legenda terá 21 das 70 cadeiras da Casa. O PT elegeu nove parlamentares, menos de 13% do total.

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