O Pará terá uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) em Belém para reforçar o atendimento a emergências de saúde pública. A unidade, uma das três previstas para a região Norte, também atenderá ocorrências no Amapá e no Tocantins, com foco em eventos climáticos extremos como o El Niño.
A instalação da base foi anunciada nesta terça-feira (13) pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A iniciativa busca fortalecer a preparação para eventos climáticos extremos, especialmente os associados ao El Niño, além de ampliar o suporte em grandes concentrações de pessoas, como o Círio de Nazaré.
Paralelamente, o governo estadual trabalha na criação da Força Estadual do Sistema Único de Saúde do Pará (FESUS-PA), que terá sede na capital paraense. A proposta é estabelecer uma estrutura permanente para ampliar a capacidade de resposta do estado diante de situações críticas, em parceria com a Sespa.
Segundo o Departamento de Atenção Integral às Urgências e Emergências (DAIUE), da Sespa, a Força Nacional do SUS atua no Pará desde 2011. A presença das equipes é reforçada durante eventos que exigem maior organização dos serviços de saúde, como as procissões do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Em 2025, a mobilização também contemplou atividades da Quadra Nazarena e a estrutura de assistência durante a COP30, realizada em Belém.
Entre as atividades desenvolvidas pela Força Nacional estão o envio de profissionais especializados, o suporte técnico e logístico, o acompanhamento de ocorrências, a organização dos serviços assistenciais e o atendimento à população. A equipe também pode montar estruturas provisórias, como hospitais de campanha, e mobilizar recursos para acidentes com múltiplas vítimas.
No Pará, a futura Força Estadual do SUS deverá contar com organização permanente e recursos técnicos, operacionais e assistenciais. O trabalho será realizado em articulação com os 144 municípios paraenses, os demais entes federativos e a estrutura nacional do SUS. O projeto ainda está em fase de organização e deverá ficar sob responsabilidade do DAIUE.
Para Guilherme Neves de Mesquita, diretor de Desenvolvimento e Auditoria dos Serviços de Saúde (DDASS) da secretaria, a iniciativa representa um avanço no planejamento e na coordenação das ações de saúde pública no estado. A proposta, segundo ele, é estabelecer uma estrutura capaz de apoiar as prefeituras, mobilizar equipes e recursos e atuar de forma complementar quando uma ocorrência ultrapassar a capacidade de atendimento dos serviços locais.
A coordenadora do DAIUE, Bruna Lola da Silva, afirmou que a experiência da Força Nacional no Pará demonstra a importância da cooperação entre as diferentes esferas de gestão. A Sespa também desenvolve medidas para reduzir os riscos à saúde relacionados às mudanças climáticas, incluindo orientações técnicas para ondas de calor e monitoramento de impactos ambientais. O estado conta com o Plano Estadual de Ação para Emergência em Saúde por Eventos Climáticos e o Plano de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas (AdaptaSUS).

