Partidos políticos do Distrito Federal fazem projeções internas para a disputa proporcional, com estimativas que variam de uma a quatro cadeiras na Câmara dos Deputados. As avaliações se baseiam em cabos eleitorais e desempenhos anteriores, já que pesquisas têm pouca utilidade nesse tipo de eleição. O risco de não atingir o quociente eleitoral preocupa várias legendas.
As projeções indicam que o Republicanos pode conquistar de uma a três cadeiras, sendo duas uma das hipóteses consideradas. O PL também aparece com possibilidade de uma a três vagas, embora haja integrantes da legenda que falem até em quatro. A avaliação é de que o partido conta com mais nomes capazes de surpreender.
O MDB vem a seguir, também com projeções entre uma e três cadeiras, sendo duas uma das possibilidades aventadas. O PSOL está em situação especial: pode ter Fábio Félix entre seus candidatos de maior votação, mas existe o risco de a legenda não atingir o quociente eleitoral. Caso supere essa barreira, a votação de Félix poderia ajudar outro integrante da chapa.
Sem o desempenho sólido e previsível de Érika Kokay, a federação PT-PV-PCdoB enfrenta mais incertezas. Nas projeções internas, pode conquistar mais de uma cadeira, mas também há o risco de terminar com apenas uma ou enfrentar dificuldades para atingir o quociente eleitoral. A situação é parecida com a do PSB, que enfrenta uma dificuldade especial: o número pequeno de nomes já testados.
As contas feitas dentro do PSB variam entre conseguir representação na Câmara e até a possibilidade de não atingir o quociente. O PSD tem apenas dois nomes considerados competitivos, o que também complica suas projeções. O mesmo acontece com a coalizão PP-União Brasil, que soma apenas nove candidatos, poucos deles já testados nas urnas.
O Podemos já trabalhou com expectativas maiores de representação, até por incluir uma ex-primeira-dama, mas superar o quociente aparece agora como um dos principais desafios. O mesmo vale para a federação PSDB-Cidadania, que conta com um candidato de renome nacional e peso federal, o ex-senador Roberto Freire. Na capital, porém, suas bases são apontadas como uma incógnita para alcançar o quociente.


