As ações da Petrobras (PETR4) disparavam nesta segunda-feira (5), primeiro pregão após o primeiro turno das eleições, renovando máximas históricas. Por volta das 12h15, os papéis avançavam 9,03%, a R$ 55,79, perto da máxima do dia, de R$ 55,94. O Ibovespa subia 8,36%, aos 208.175 pontos, maior nível intradiário da história.
O movimento ocorre mesmo com o petróleo em queda no exterior. O Brent recuava diante do aumento das exportações do Oriente Médio e da decisão do G7 de liberar estoques de emergência. A alta de PETR4 aparece associada à forte reprecificação dos ativos brasileiros e às expectativas para a companhia.
Na sexta-feira, PETR4 fechou a R$ 51,20, após renovar máxima em R$ 51,35. Com o recorde de R$ 55,94 nesta segunda, a ação rompeu as projeções de R$ 53,00, R$ 54,15 e R$ 55,55. O próximo nível no gráfico é R$ 57,85, seguido da região psicológica dos R$ 60.
A estrutura já era de alta antes do pregão, com o papel acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. O IFR de 14 períodos estava em 72,12 pontos, em região de sobrecompra, o que exige atenção para o grau de esticamento, mas não indica isoladamente reversão.
O Bradesco BBI elevou o preço-alvo da Petrobras para o fim de 2027, de R$ 52 para R$ 62, e aumentou a exposição à companhia em sua carteira. A revisão incorpora curva de produção maior, margens de diesel mais elevadas e possível venda de ativos em cenário de mudança política. O banco espera reajustes nos combustíveis após a eleição.
Considerando a cotação de R$ 55,79, o preço-alvo de R$ 62 representa diferença de aproximadamente 11%. O horizonte é o fim de 2027, distinto dos objetivos de curto prazo da análise gráfica.
O pano de fundo é a reação do mercado ao primeiro turno. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 47,03% dos votos válidos, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 45,16%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro. “Esse primeiro momento de euforia é uma reprecificação da curva de juros e da política fiscal que deve ser adotada no próximo governo”, disse Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos, à Reuters.


