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Petrobras eleva preço do querosene de aviação em 11,76%

Carla Fernandes
Última atualização: 1 de outubro de 2026 14:43
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

A Petrobras reajustou o preço médio do querosene de aviação (QAV) em 11,76% nas refinarias da companhia, com novo valor de R$ 6,242 por litro a partir desta quinta-feira (1º). O aumento, atribuído à guerra no Oriente Médio, eleva o custo do combustível para as companhias aéreas, que já enfrentam peso de 45% nas despesas operacionais.

O preço médio do QAV passou de R$ 5,585 por litro em setembro para R$ 6,242 por litro em outubro. A relação de preços em cada refinaria está disponível no site da Petrobras. Previsto em contrato, o valor do combustível vendido às distribuidoras é reajustado sempre no dia 1º de cada mês.

A Petrobras tem atribuído a alta do QAV nos últimos meses à guerra no Oriente Médio, que afetou a logística da indústria do petróleo e derivados. O preço médio atual é 74% maior que o de 1º de março (R$ 3,592/litro), dia seguinte ao início dos ataques militares de Estados Unidos e Israel ao Irã.

O motivo principal é a instabilidade no Estreito de Ormuz, passagem marítima ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% da produção internacional de óleo e gás passavam pelo estreito. Com menos oferta de petróleo nos mercados, o preço subiu.

Antes do conflito, o combustível respondia por cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Depois da guerra, o peso do QAV ultrapassou 45% dos custos operacionais, de acordo com a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas).

Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados têm preço definido no mercado internacional. Como houve momentos em que os EUA e o Irã se aproximaram de um acordo, a Petrobras chegou a reduzir o QAV em junho e julho. Mas em agosto, voltou a subir, assim como em setembro e agora em outubro.

Em maio, para suavizar o efeito do encarecimento nos caixas das companhias aéreas, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o reajuste. A Petrobras comercializa o QAV produzido nas refinarias da empresa ou importado para as distribuidoras, que vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos. A estatal tem participação de cerca de 85% na produção do QAV nacional, mas o mercado é aberto à livre concorrência.

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