As ações brasileiras chegam ao primeiro pregão após o primeiro turno da eleição presidencial com expectativa de movimentos fortes. Flávio Bolsonaro terminou a votação com 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 45,16%, levando a disputa para o segundo turno em 25 de outubro.
A reação inicial veio dos ativos negociados em Nova York. O EWZ, principal ETF brasileiro nos Estados Unidos, subia 11,38% por volta das 7h10 desta segunda-feira (5). Os ADRs de grandes companhias do país também registravam ganhos: Petrobras avançava 9,93%, Itaú subia 11,47% e Vale tinha alta de 6,10%. Bradesco aparecia entre os destaques, com valorização superior a 12%.
Os movimentos elevam a expectativa para a abertura da B3, mas não significam que as mesmas variações serão necessariamente reproduzidas no mercado brasileiro. Além das diferenças entre ADRs e ações locais, o pré-market americano tem características próprias de liquidez. Uma abertura com gap pode ser seguida tanto pela continuidade do fluxo comprador quanto por realização de lucros.
Petrobras (PETR4) chega com uma das estruturas técnicas mais fortes. Na sexta-feira, a ação avançou 2,81%, para R$ 51,20, e renovou máxima histórica ao atingir R$ 51,35. Na semana, acumulou valorização de 6,69% e, em 2026, soma alta de 75,31%. A primeira referência está nos R$ 51,35. Uma superação consistente pode abrir espaço para novos recordes, com projeções em R$ 53,00, R$ 54,15 e R$ 55,55. O IFR de 14 períodos está em 72,12 pontos, em região de sobrecompra.
Vale (VALE3) fechou a sexta-feira com alta de 2,56%, aos R$ 72,47, e avançou 2,40% na semana, interrompendo sequência de três semanas negativas. No ano, acumula valorização de 3,20%. A ação permanece dentro de um canal de baixa iniciado após a máxima de R$ 89,41. Para a recuperação ganhar consistência, precisa superar as médias curtas e avançar em direção aos R$ 77,55. Acima dessa faixa, as próximas resistências aparecem em R$ 81,31, R$ 83,35 e R$ 87,58.
Itaú Unibanco (ITUB4) encerrou a sexta-feira aos R$ 45,13, alta de 1,54%, e acumulou valorização de 7,16% na semana. No ano, avança 17,16%. O papel rompeu a linha de tendência de baixa que limitava sua recuperação desde a máxima histórica do início do ano. A primeira resistência aparece em R$ 45,27. Acima dela, o próximo obstáculo está em R$ 47,04. A superação dessas duas faixas recoloca no radar a máxima histórica de R$ 48,81. O IFR de 14 períodos está em 74,59 pontos, dentro da região de sobrecompra.
Banco do Brasil (BBAS3) avançou 3,04% na sexta-feira, para R$ 23,69, e acumulou alta de 9,73% na semana. Em 2026, registra valorização de 10,35%. Desde o fundo formado na região de R$ 17,69, o papel construiu recuperação relevante e trabalha na possível confirmação de um pivô de alta. O primeiro teste está em R$ 23,78. A superação dessa resistência pode levar o papel para R$ 25,20, faixa que ganha importância para a confirmação da estrutura altista. O IFR de 14 períodos está em 70,63 pontos, entrando na zona de sobrecompra.


