A Polícia Federal negou nesta sexta-feira (9) que o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tenha afirmado, em sua proposta de delação premiada, que financiou o documentário “Lula”, do diretor Oliver Stone. A PGR e a defesa do ex-banqueiro também desmentiram a informação publicada pela revista Veja.
Em nota, a PF disse que Vorcaro “não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito”. A instituição afirmou ainda que as propostas de colaboração apresentadas pela defesa do investigado não foram acolhidas por não atenderem aos requisitos legais.
A PGR também divulgou nota no fim da manhã desta sexta negando as afirmações. Segundo a procuradoria, as negociações sobre a colaboração foram mediadas apenas por advogados contratados por Vorcaro, sem interlocução direta dele com representantes do órgão.
“Todas as propostas formalizadas pela defesa foram recebidas na forma como livremente elaboradas por ela, sem juízo nem recusas prévias. Não houve depoimento oral de Vorcaro, justamente por conta da rejeição da proposta, cujos motivos foram expostos à defesa”, diz a PGR.
A defesa de Vorcaro, assinada pelos advogados Sergio Leonardo e Engels Augusto Muniz, afirmou que o ex-banqueiro não prestou depoimento à PF ou à PGR no âmbito das tratativas e repudiou a “divulgação de supostos anexos que estariam relacionados a tratativas de colaboração premiada que não foi celebrada”.
Segundo a apuração da Folha de S.Paulo com investigadores, a única menção a um filme sobre Lula na proposta de colaboração está em um anexo sobre o financiamento do documentário “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No texto, Vorcaro afirma que já havia patrocinado anteriormente filmes sobre Lula e sobre o ex-presidente Michel Temer (MDB).
O documentário “Lula”, dirigido por Oliver Stone, foi lançado em maio de 2024 e produzido entre 2022 e 2023.


