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PF ouvirá Galípolo, Campos Neto e Esteves sobre caso Master

Carla Fernandes
Última atualização: 1 de outubro de 2026 18:17
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

A Polícia Federal marcou para a próxima semana os depoimentos do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, do ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto e do sócio do BTG Pactual André Esteves. Eles serão ouvidos como testemunhas no inquérito que apura suspeitas de cooptação de dois servidores do BC pelo Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro.

Os depoimentos foram agendados após os três terem sido mencionados na oitiva de um dos investigados, o ex-diretor de Fiscalização do BC Paulo Sérgio Souza. A PF programou uma audiência por dia: André Esteves na segunda-feira (5), Galípolo na terça (6) e Campos Neto na quarta (7). Os advogados dos convocados ainda podem pedir adiamento.

Para a quinta-feira (8), está previsto um terceiro depoimento do diretor de Fiscalização do BC Ailton de Aquino. A logística das oitivas ainda está sendo organizada, segundo a PF.

Em seu depoimento, Paulo Sérgio afirmou que houve reuniões com Galípolo, Campos Neto e Esteves para tratar do Banco Master. O BTG chegou a avaliar a compra do banco. O ex-diretor negou ter recebido propina de Vorcaro para repassar informações sigilosas e disse que Galípolo resistiu a enviar uma comunicação de crime ao Ministério Público Federal sobre suspeitas na venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).

Paulo Sérgio relatou duas reuniões com Galípolo. Na primeira, comunicou que o Master havia deixado de recolher o compulsório e seria necessário liquidá-lo ou buscar solução de mercado com o BTG. Segundo ele, Galípolo pediu um voto de confiança para a solução com o BRB. Na segunda, em junho, o atual presidente do BC teria afirmado que não faria a comunicação ao MP por gestão temerária, pois a informação interna era de fraude na carteira.

O ex-diretor também mencionou episódio envolvendo o BTG e Campos Neto. Em novembro de 2024, Ailton de Aquino teria informado que o banco encerrou uma due diligence no Master e comunicou fraude de R$ 32 bilhões. A apresentação ocorreu em 3 de dezembro de 2024, com a presença de Campos Neto, segundo Paulo Sérgio, que afirmou que o BTG não entregou documentação na reunião.

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