A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (15) o deputado eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Marcus Amim. As prisões fazem parte da oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga organização criminosa suspeita de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro. O esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, são seis prisões preventivas e 16 buscas e apreensões em sete municípios: Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.
Canella foi detido em um condomínio na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Ele saiu de casa com camiseta branca e segurando um guarda-chuva, apesar de não estar chovendo, e entrou no carro da PF, que o levou para a superintendência na Praça Mauá, no Centro. Amim foi preso em Niterói.
Além dos dois, outras quatro pessoas foram presas, entre elas três policiais civis. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os agentes investigados.
Segundo a PF, os investigados vão responder por organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.
Os dados sobre a movimentação financeira constam em Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) enviado à PF. A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, que atua contra organizações criminosas no estado do Rio, em conformidade com a ADPF 635.


