O primeiro turno das eleições gerais definiu a distribuição de 98% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o Fundão Eleitoral. O PL ficou com 25% da verba, e o PT, com 13%. Juntos, os dois partidos concentram quase 40% dos recursos públicos destinados às campanhas.
A divisão foi calculada com base no desempenho das legendas na votação para a Câmara e o Senado. O modelo atual transfere quase R$ 5 bilhões do pagador de impostos para as campanhas eleitorais dos 30 partidos existentes no Brasil.
Se o Fundão se mantiver do mesmo tamanho, o PL receberá R$ 1,2 bilhão, um crescimento de 38% em relação ao valor anterior. O PT terá R$ 638 milhões, alta de 4%.
Além de PL e PT, PSD e União Brasil estão entre os quatro partidos que concentram a maior parte da verba. O PSD deve ficar com R$ 393 milhões, cerca de 4% a menos do que na eleição anterior.
O União Brasil, por sua vez, terá R$ 392 milhões, uma queda de 25%. O tombo pode retirar quase R$ 135 milhões da legenda, tornando-a a maior derrotada na disputa pelo Fundão.


