Mais de 125 milhões de brasileiros foram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026 para escolher os 513 deputados federais que vão compor a Câmara a partir de 2027. O PL, do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, elegeu 121 deputados, 23 a mais que em 2022, e mantém a maior bancada. O PT elegeu 70, um a mais que no pleito anterior.
Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), analisados pelo JOTA. A federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, terá 88 cadeiras, contra 87 da União Progressista, que reúne União Brasil e PP. O União Brasil elegeu 46 deputados, 11 a menos que em 2022, e o PP caiu de 47 para 41.
As mulheres elegeram 109 deputadas, ante 90 em 2022, um aumento de 3,7 pontos percentuais. Mesmo assim, elas serão 21,2% da Casa, enquanto os homens ocuparão 404 cadeiras, mais do que o triplo.
A diversidade racial diminuiu. Os autodeclarados brancos são 374 eleitos, 72,9% do total, ante 71,3% em 2022. Os negros, que somam pretos e pardos, caíram de 139 para 135 eleitos, e agora representam 26,7% das cadeiras. Indígenas e amarelos terão apenas quatro representantes: três indígenas e um amarelo, o deputado Kim Kataguiri (Missão).
A faixa etária predominante segue entre 41 e 50 anos, com 32% dos eleitos. O deputado mais jovem da história será Alvinho Lira (PP), filho de Arthur Lira, eleito aos 20 anos.
Na escolaridade, 421 dos 513 eleitos têm ensino superior completo, ante 426 em 2022. Apenas cinco não concluíram o ensino fundamental. Políticos de carreira são 44,6% da Câmara, seguidos por empresários e comerciantes (12,7%) e profissionais do Judiciário (10,7%).


