O Rio de Janeiro definiu neste domingo (4/10) os 70 deputados estaduais que vão ocupar as cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) a partir de 2027. O PL conquistou a maior bancada, com 21 parlamentares, enquanto a federação formada por PT, PCdoB e PV ficou com dez vagas.
O PSD e a federação União Brasil/PP elegeram nove deputados cada. Já a federação PSOL/Rede conquistou cinco cadeiras, seguida pelo Republicanos e pelo grupo formado por Solidariedade/PRD, com três representantes cada. A nova composição reúne deputados que conquistaram a reeleição, nomes que retornam ao Legislativo estadual e políticos que vão assumir um mandato na Alerj pela primeira vez.
Índia Armelau (PL), Márcio Canella (União Brasil) e Renata Souza (PSOL) apareceram nas três primeiras posições do ranking de votos nominais. Armelau recebeu 248.312 votos e terminou como a candidata a deputada estadual mais votada do Rio. Canella foi o segundo colocado, e Renata Souza, com 176.703 votos, ficou na terceira posição.
O PL terá 30% das cadeiras da Alerj. O resultado coloca o partido em posição de destaque nas negociações sobre a composição das comissões e o comando da Casa. Além de Armelau, a lista inclui Guilherme Delaroli, Anderson Moraes, Dra. Gabriela, Alan Lopes, Alexandre Isquierdo Malafaia, Jair Bittencourt e Nelsinho Ruas, entre outros. O desempenho ocorre em uma eleição na qual o partido também conquistou as duas vagas fluminenses no Senado, com Carlos Portinho e Carlos Jordy.
A federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, elegeu dez deputados. Entre eles estão Elika Takimoto, Verônica Lima, André Ceciliano, Marina do MST e Dani Balbi. O PSD, partido de Eduardo Paes, elegeu nove, com João Pires, André Correa, Claudio Caiado, Guilherme Schleder, Vinícius Cozzolino, Luiz Paulo, Ana Paula Mendes, Carla Machado e Joyce Trindade. A federação União Brasil/PP também conquistou nove vagas, com nomes como Rafael Nobre, Bruno Dauaire, Rafael Picciani e Gustavo Tutuca.
MDB, PSB e PDT elegeram dois deputados cada. Agir, Novo, Democracia Cristã e PSDB ficaram com uma cadeira cada.
A eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional. A Justiça Eleitoral leva em conta a votação total dos partidos e federações, o quociente eleitoral e as regras de distribuição das vagas restantes. Por isso, nem todos os candidatos que figuram entre os mais votados são necessariamente eleitos.
Os 70 deputados estaduais eleitos em 2026 terão mandato de quatro anos, com início em fevereiro de 2027. Caberá à nova composição da Alerj votar leis estaduais, fiscalizar o Poder Executivo e analisar o Orçamento do Estado do Rio de Janeiro.


