O senador Plínio Valério, candidato à reeleição no Amazonas, saiu do quinto lugar nas pesquisas e conquistou uma vaga ao Senado com uma estratégia baseada em redes sociais, liderada pelo estrategista Zuza Nacif, da Brasil Comunicação. A campanha apostou em conteúdo regional e timing para atrair o eleitor.
Antes das eleições, Valério aparecia em quinto lugar nas pesquisas. A equipe decidiu fugir da polarização e usar as redes sociais de forma assertiva, com discurso e propostas adaptados ao formato digital.
O Amazonas tem 62 municípios e grandes distâncias entre a capital e o interior, com deslocamentos por embarcações que podem durar dias. Nesse contexto, as redes sociais viraram ferramenta essencial para alcançar o eleitor.
A campanha não tinha palanque em nenhum dos polos políticos, nem apoio de candidatos ao governo estadual. A candidatura independente exigiu estratégia própria para ganhar atenção sem se ancorar em campanhas grandes.
Zuza Nacif, mineiro especialista em marketing digital, liderou a estratégia. Ele afirma que cada conteúdo precisa ser uma porta de entrada. “O usuário precisa ter um motivo para parar, assistir, entender e compartilhar”, diz.
Nacif destaca a “anatomia do post” como forma de ensinar o candidato a falar no formato digital. “A estratégia foi entender que o eleitor amazonense queria um candidato que falasse da vida real do Amazonas”, afirma.
Os dados da painel Business da Meta mostram que o alcance médio dos stories saltou de 100 visualizações para cerca de 800 mil faltando 15 dias para o encerramento do pleito. O tempo médio de visualização de vídeo subiu de 3 segundos para 17 segundos, atingindo o índice ThruPlay da Meta.
Na TV, Valério tinha apenas 22 segundos de tempo de inserção às segundas, quartas e sextas, com média de 1,5 inserções por dia. A internet se mostrou mais eficiente para falar com o amazonense do que a televisão.


