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Prefeito no ES fala em demitir 700 servidores se Ferraço perder

Carla Fernandes
Última atualização: 15 de outubro de 2026 16:59
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O prefeito de Baixo Guandu, no Espírito Santo, Lastênio Cardoso (MDB), afirmou em vídeo que a administração poderia demitir “talvez umas 700 pessoas” caso Ricardo Ferraço (MDB) não vença a eleição para o governo capixaba. Após a repercussão, ele admitiu ter exagerado no número, mas manteve o argumento central. A fala expõe o tom de ameaça adotado por aliados no segundo turno.

O vídeo foi dirigido a aliados e circula em meio à disputa do segundo turno no Espírito Santo. No primeiro turno, Lorenzo Pazolini (Republicanos) alcançou 49,65% dos votos e ficou a poucos décimos de encerrar a disputa.

O resultado acendeu um alerta no grupo do senador eleito Renato Casagrande (PSB). Ele passou a atuar diretamente para conter o avanço do adversário e sustentar a candidatura de Ferraço.

Em vídeo, Casagrande faz uma cobrança explícita de mobilização dos servidores comissionados. “Os comissionados precisam se incorporar às coordenações de campanha porque a defesa aqui é do legado. O adversário quer destruir o nosso legado”, afirmou.

A fala expõe a mudança de tom da campanha. A defesa da continuidade passou a ser apresentada como reação a uma ameaça — e esse discurso já aparece de forma mais contundente entre aliados.

Após a repercussão, Lastênio admitiu ter exagerado no número de possíveis demissões, mas manteve o argumento central: uma troca no comando do Estado poderia provocar cortes e comprometer investimentos no município.

A escalada ocorre no momento em que Pazolini amplia sua frente política para o segundo turno e avança sobre legendas que estiveram ao lado de Ferraço na primeira etapa.

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