O prefeito de Baixo Guandu, no Espírito Santo, Lastênio Cardoso (MDB), afirmou em vídeo que a administração poderia demitir “talvez umas 700 pessoas” caso Ricardo Ferraço (MDB) não vença a eleição para o governo capixaba. Após a repercussão, ele admitiu ter exagerado no número, mas manteve o argumento central. A fala expõe o tom de ameaça adotado por aliados no segundo turno.
O vídeo foi dirigido a aliados e circula em meio à disputa do segundo turno no Espírito Santo. No primeiro turno, Lorenzo Pazolini (Republicanos) alcançou 49,65% dos votos e ficou a poucos décimos de encerrar a disputa.
O resultado acendeu um alerta no grupo do senador eleito Renato Casagrande (PSB). Ele passou a atuar diretamente para conter o avanço do adversário e sustentar a candidatura de Ferraço.
Em vídeo, Casagrande faz uma cobrança explícita de mobilização dos servidores comissionados. “Os comissionados precisam se incorporar às coordenações de campanha porque a defesa aqui é do legado. O adversário quer destruir o nosso legado”, afirmou.
A fala expõe a mudança de tom da campanha. A defesa da continuidade passou a ser apresentada como reação a uma ameaça — e esse discurso já aparece de forma mais contundente entre aliados.
Após a repercussão, Lastênio admitiu ter exagerado no número de possíveis demissões, mas manteve o argumento central: uma troca no comando do Estado poderia provocar cortes e comprometer investimentos no município.
A escalada ocorre no momento em que Pazolini amplia sua frente política para o segundo turno e avança sobre legendas que estiveram ao lado de Ferraço na primeira etapa.

