Hélio Lopes (PL), proibido de usar o sobrenome Bolsonaro na urna, não foi eleito senador por Roraima nas eleições de 2026. Com 78.856 votos, 13,07% do total, o deputado federal ficou em quinto lugar. Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB) venceram.
O candidato, muito próximo da família Bolsonaro, não conseguiu garantir uma das duas vagas ao Senado pelo estado. Nicoletti teve 22,88% dos votos, e Teresa Surita, 19,21%.
No fim de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) proibiu Lopes de usar o sobrenome do ex-presidente na urna e durante a campanha. De “Hélio Bolsonaro”, o nome do candidato passou a ser “Hélio Fernando Barbosa Lopes”.
No processo, o candidato defendeu a manutenção do nome e afirmou ter autorização de Flávio Bolsonaro para utilizá-lo. O Ministério Público Eleitoral foi contra. Segundo o parecer citado na decisão, o uso poderia gerar dúvida sobre a identidade do candidato e proporcionar vantagem eleitoral por associação, o chamado “efeito carona”.
Hélio alegou que a Justiça Eleitoral já havia autorizado, em eleições anteriores, o uso do mesmo sobrenome por outro candidato. Afirmou ainda que não havia, em 2026, candidato ao cargo majoritário estadual usando Bolsonaro em Roraima. A relatoria, no entanto, rejeitou os argumentos.
Com a candidatura bancada pela família bolsonarista, Lopes mudou o domicílio eleitoral para Roraima, deixando a vaga na Câmara pelo Rio de Janeiro. A mudança foi mal recebida por lideranças locais. Em nota, o diretório estadual do PL disse ter sido surpreendido e afirmou que o estado exige representação com “vínculo efetivo” com a população.
Hélio é aliado e amigo de Jair Bolsonaro há mais de 30 anos. Os dois se conheceram em 1991, quando ele entrou para o Exército. Em 2018, com apoio do então candidato à Presidência, adotou o nome de urna “Hélio Bolsonaro” e foi o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro, com 345.234 votos. Em 2022, foi reeleito.


