Uma mobilização de estudantes e professores reuniu milhares de pessoas em Buenos Aires nesta quinta-feira (15) para protestar contra os cortes orçamentários na educação promovidos pelo presidente Javier Milei. Em frente ao Congresso, a manifestação terminou em confronto com a polícia, que usou gás lacrimogêneo e jatos d’água.
Segundo a imprensa internacional, o protesto era pacífico até a chegada de um grupo de pessoas encapuzadas, quando se iniciaram atos violentos, com arremesso de pedras por parte do público.
A mobilização exige o cumprimento da Lei de Financiamento Universitário, aprovada em 2025 depois que o Congresso derrubou o veto do presidente. A legislação garante a recomposição de bolsas e a atualização dos salários docentes.
Os cortes provocaram um recuo real de 40,5% no orçamento universitário durante o primeiro semestre de 2026, segundo dados da UBA (Universidade de Buenos Aires).
Mesmo com decisões da Suprema Corte determinando a liberação dos repasses, o Executivo mantém os pagamentos suspensos. O governo justifica a medida afirmando que recorre na Justiça e alega ausência de indicação sobre a fonte dos recursos.
A onda de protestos, a quinta de grande porte desde o início do mandato de Milei, também reuniu sindicatos, oposição e aposentados, que protestaram simultaneamente contra o decreto do governo que flexibiliza a venda de terras a estrangeiros.


