O PlayStation 6 pode chegar ao mercado custando US$ 1.000 ou mais, segundo relatos da indústria citados nesta sexta-feira (17). A escalada nos preços de componentes eletrônicos, impulsionada pela expansão da inteligência artificial, pressiona os custos de produção e acende alerta entre consumidores brasileiros, que já pagam caro pelos consoles atuais.
Relatos da indústria apontam que o próximo console da Sony poderá custar US$ 1.000 ou mais, em meio à escalada nos preços de componentes eletrônicos. O cenário preocupa especialmente quem joga no Brasil, onde os valores já pesam no bolso. Até o PS5 Slim sem leitor de disco aparece em anúncios de “promoção” por cerca de R$ 3.500 a R$ 3.700, segundo preços observados pela reportagem no mercado nacional.
Um dos principais fatores por trás dessa pressão é a alta nos preços das memórias DRAM e dos dispositivos de armazenamento SSD. A expansão da infraestrutura de inteligência artificial (IA) aumenta a demanda por componentes que também são utilizados em eletrônicos de consumo.
Estimativas citadas em relatos do setor indicam que o custo dos materiais necessários para fabricar o PS6 teria passado de aproximadamente US$ 760, em março, para perto de US$ 1.000 poucos meses depois, o que daria R$ 4.988,30 com base na taxa de câmbio atual de mercado e sem impostos. Esses números, porém, não representam um preço oficial do console.
Com os custos de produção em alta, cresce a possibilidade de as fabricantes reverem os planos para a próxima geração. Embora exista a expectativa de lançamento por volta de 2027, a Sony ainda não confirmou uma data nem o preço do PS6.
Em conversas recentes com investidores, executivos da PlayStation indicaram que a empresa não pretende comercializar hardware com perdas significativas. A companhia também destacou a importância de fazer com que o consumidor reconheça o valor oferecido pelo produto em relação ao preço cobrado. A posição não significa que a Sony tenha descartado completamente vender consoles abaixo do custo de fabricação.
Outro ponto é a intenção de ampliar o ecossistema PlayStation para além do console tradicional conectado à televisão. A estratégia pode abrir espaço para diferentes formas de acesso aos jogos, embora ainda não haja detalhes suficientes para determinar como isso afetará os preços futuros.
Um aparelho custando US$ 1.000 ou mais poderia dificultar a migração dos jogadores, principalmente se o salto técnico em relação aos modelos atuais não justificar o investimento para o consumidor comum. A Sony já promoveu aumentos de preços do PS5 em diferentes mercados, mostrando que a pressão sobre o setor não se limita aos produtos que ainda serão lançados.


