O presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (13) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará dos debates do segundo turno e quer um confronto direto com Flávio Bolsonaro (PL). A declaração marca uma mudança de estratégia, já que o petista não compareceu a nenhum debate no primeiro turno.
Em entrevista à rádio CBN, Edinho Silva disse que a nova postura reforça o interesse de Lula em mostrar ao povo brasileiro o que Flávio representa e diferenciar os dois projetos políticos. O anúncio ocorre após um primeiro turno em que o presidente evitou os embates televisionados.
O dirigente petista admitiu que a campanha pela reeleição foi desorganizada. Segundo ele, a estratégia de dar maior autonomia aos núcleos estaduais não funcionou como o esperado e resultou em falhas na articulação.
“É evidente que tivemos falhas, principalmente na produção de materiais no 1º turno. O presidente Lula tem todo o direito de fazer as cobranças que fez e nós, claro, trabalhamos muito para fazer as correções”, afirmou.
Edinho também avaliou que faltou, dentro do governo federal, uma figura responsável pela interlocução com parlamentares que apoiaram Lula no segundo turno de 2022. “Por mais que o Conselhão tenha trazido esses setores para dentro do governo para dialogar, talvez a gente pudesse ter feito diálogos mais diretos. Nós temos que reconhecer essa falha”, disse.
O presidente do PT ainda comentou que, se reeleito, o governo precisará construir uma base de apoio mais ampla na sociedade, diante da perspectiva de um Congresso com composição ainda mais conservadora que a atual.
“É evidente que no Congresso não temos maioria. O povo brasileiro sabe disso. Nós temos que construir uma maioria na sociedade, formar a opinião pública, ter força política para que a gente faça as mudanças”, concluiu.

