O PT, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República tentam desqualificar reportagem da revista Veja sobre um suposto acordo de corrupção de R$ 1 bilhão em propina paga pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pessoas próximas ao presidente Lula. A reação é vista como uma jogada para evitar explicações sobre a recusa em investigar as gravações e documentos apresentados.
A revista esclarece que os áudios não vieram de depoimentos na PF ou na PGR, como fizeram parecer, mas foram obtidos com fontes próximas a Vorcaro. O advogado do ex-banqueiro, Daniel Bilinski, confirmou que a voz nas gravações é mesmo de seu cliente.
PF e PGR não investigaram denúncia de R$ 30 milhões em dinheiro vivo para o Instituto Lula, entregues a João Vaccari Neto, compadre de Lula. A PGR alegou falta de provas, apesar da profusão de mensagens, registros de retiradas, identificação de quem recebeu e rotas de entrega.
Os órgãos de investigação nem sequer sugerem a possibilidade de periciar os áudios e abrir procedimento investigativo. Em um dos áudios, Vorcaro relata que “Ubiratan”, braço direito do PGR Paulo Gonet, barrou qualquer delação envolvendo Lula.
Paralelamente, a ferramenta Gasto Brasil, da Associação Comercial de São Paulo e da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), aponta que o brasileiro já bancou R$ 4,3 trilhões dos governos em 2026. O governo federal de Lula é o maior responsável: mais de R$ 2 trilhões.
A expectativa é que o governo petista custe mais R$ 750 bilhões até o final do ano, totalizando R$ 2,75 trilhões. O Portal da Transparência indica despesas ainda maiores: R$ 4,66 trilhões. Governos estaduais custaram R$ 1,17 trilhão e os municipais, R$ 1,15 trilhão.
O Poder Executivo federal custou mais de R$ 258 bilhões até o momento. A previsão é de gasto total de R$ 6,41 trilhões até o fim do ano, com arrecadação de R$ 6,34 trilhões, gerando rombo oficial de quase R$ 60 bilhões.

