O presidente da Rússia, Vladimir Putin, aposta em uma estratégia de intimidação nuclear e guerra híbrida para levar a Ucrânia ao colapso neste inverno, transformando cidades ucranianas em zonas sem água, luz e suprimentos, enquanto testa a unidade da Otan em um cenário de fraqueza das defesas aéreas e de uma Europa com eleições à vista.
A avaliação é de que Putin quer ver a Ucrânia contra as cordas, aproveitando a inibição do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as dificuldades financeiras do governo de Volodimir Zelenski.
O plano inclui pressionar os vizinhos europeus com uma guerra híbrida, que mistura ataques cibernéticos, sabotagem e pressão migratória, para colocar à prova o Artigo 5 do Tratado Atlântico, que prevê defesa coletiva em caso de ataque a um membro.
O Kremlin também observa o horizonte eleitoral de uma Europa com tendências à direita, onde parte dos partidos demonstra maior simpatia pela causa russa, o que poderia enfraquecer o apoio à Ucrânia.
As defesas aéreas ucranianas, limitadas, são outro fator que pesa na avaliação russa, que vê espaço para avançar com ataques à infraestrutura crítica do país.
O governo ucraniano, por sua vez, enfrenta dificuldades para manter o financiamento da guerra e a população, que já sofre com os cortes de energia, se prepara para um inverno rigoroso.

