A Quaest divulga no fim da tarde desta quarta-feira (14) sua primeira pesquisa de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial, disputado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, será o primeiro do instituto desde a definição dos dois finalistas.
Foram entrevistados 2.154 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026.
Além das intenções de voto, o instituto investigou a rejeição aos candidatos, o conhecimento dos eleitores sobre suas propostas, a avaliação do governo Lula e o comportamento do eleitorado no primeiro turno.
O levantamento chega em um momento de reorganização das estratégias eleitorais. Após o resultado de 4 de outubro, as campanhas passaram a concentrar esforços na mobilização de eleitores, na busca pelos votos dos candidatos eliminados e na tentativa de reduzir a abstenção.
No domingo (11), Lula participou de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu milhares de apoiadores. Além das ruas, a mobilização digital ganhou espaço com a atuação do deputado André Janones (Rede-MG), responsável pelo canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que ultrapassou 4 milhões de seguidores. A iniciativa passou a integrar os esforços de divulgação de conteúdos e mobilização de eleitores nas redes sociais.
O canal também se tornou alvo de uma disputa judicial após a campanha de Flávio acusá-lo de divulgar informações falsas. O TSE determinou restrições ao funcionamento da ferramenta, posteriormente revista após o cumprimento de exigências da Justiça Eleitoral.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro tem utilizado a campanha para ampliar alianças políticas e apresentar propostas para uma eventual administração a partir de 2027. O senador também participa de articulações sobre a composição de seu governo, caso vença a eleição.
Uma de suas declarações provocou repercussão na primeira semana do segundo turno. Em evento em Goiânia, no dia 6 de outubro, Flávio afirmou que pretendia utilizar a composição do novo Congresso para promover mudanças na Constituição. Após a repercussão, o candidato esclareceu que se referia a alterações específicas, entre elas mudanças nas regras de indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal, redução da maioridade penal e fim da reeleição.


