O governo do Rio Grande do Sul criou, na terça-feira (13), a Central de Integração e Gestão de Informações sobre Desaparecidos (Cigid), vinculada ao Instituto-Geral de Perícias (IGP). A nova estrutura vai unificar dados periciais sobre pessoas desaparecidas e identificação humana no estado.
A instituição da Cigid considera as ações da Rede PCI Conecta, voltadas à integração de informações e à cooperação entre órgãos de perícia e identificação. No Rio Grande do Sul, os trabalhos começam pelo levantamento, organização e sistematização dos dados periciais já existentes.
O objetivo é identificar lacunas, estabelecer prioridades e fortalecer a articulação entre as diferentes áreas técnicas do IGP. A perita criminal Beatriz da Fontoura Pinheiro Beck, que integrou o grupo de trabalho nacional responsável pela construção da Rede PCI Conecta, afirmou que a ideia é transformar dados distribuídos em diferentes setores em possibilidades concretas de conexão.
“Mais do que reunir informações, queremos transformar dados que hoje se encontram distribuídos em diferentes setores em possibilidades concretas de conexão. Cada informação pode representar uma peça importante para esclarecer uma identidade e contribuir para que uma família encontre respostas”, disse Beck.
A criação da central considera a Lei Federal 13.812/2019, que instituiu a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e criou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. Outro fundamento é a normativa 004/2026 do Conselho Nacional dos Dirigentes de Polícia Científica, que estabelece diretrizes gerais para as Centrais de Integração e Gestão de Informações sobre Desaparecidos nas Polícias Científicas dos Estados e do Distrito Federal.
A Rede PCI Conecta articula as polícias científicas brasileiras para enfrentar o desafio da identificação de pessoas desaparecidas. A iniciativa combina fundamentos teóricos, modelos de governança, fluxos operacionais e exemplos práticos para a modernização da informação pericial no contexto de desaparecidos no Brasil.

