Ubiratan Sanderson (PL), com 30,02% dos votos, e Marcel van Hattem (Novo), com 29,99%, foram eleitos para as duas vagas do Rio Grande do Sul no Senado, com 91,53% das urnas apuradas neste domingo (4). Paulo Pimenta (PT) e Manuela d’Ávila (PSOL) ficaram de fora.
A disputa pelas duas cadeiras gaúchas foi apertada. Na última pesquisa Quaest, divulgada na véspera da eleição, Sanderson liderava com 25% das intenções de voto, seguido por Van Hattem, com 22%, Manuela, com 20%, e Pimenta, com 18%. Os quatro estavam tecnicamente empatados.
Sanderson é deputado federal, policial federal e oficial da reserva do Exército. Suas principais bandeiras são o combate ao crime organizado, o endurecimento da legislação penal e a valorização das forças policiais.
Van Hattem, também deputado federal, defende a liberdade econômica, a diminuição da burocracia, a responsabilidade fiscal e a redução da interferência estatal na economia. É crítico dos gastos públicos excessivos e de privilégios no funcionalismo.
Manuela, ex-deputada federal e ex-deputada estadual, concentrou o discurso na ampliação dos serviços públicos, na defesa dos direitos trabalhistas e no combate à violência de gênero. O discurso de Germano Rigotto (MDB), ex-governador e ex-deputado federal, foi visto como desgastado por parte do eleitorado. Ele defendia a reforma administrativa e o combate a privilégios.
Os quatro favoritos representavam correntes políticas distintas no estado. Van Hattem e Sanderson estão à direita, Manuela à esquerda e Rigotto representa uma tradição de centro, ligada ao MDB.


