O setor de serviços recuou 0,1% em agosto, frustrando a expectativa de alta de 0,5% que era a mediana das projeções do mercado. O resultado reabre entre economistas a discussão sobre a possibilidade de um PIB negativo no terceiro trimestre, embora a estimativa majoritária ainda seja de estabilidade.
O número veio abaixo das expectativas e já abre discussão sobre o desempenho da economia no trimestre, segundo relatório do Bradesco. O banco aponta que o setor está praticamente parado desde setembro do ano passado.
Nos últimos 12 meses, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) desacelerou de 2,4% para 2,2%. Foi o quarto mês consecutivo de desaceleração, no menor ritmo de crescimento desde agosto de 2024.
Apesar do sinal fraco, a leitura majoritária entre os economistas ainda é de estabilidade para o PIB do terceiro trimestre. O risco de resultado negativo, porém, passou a ser discutido abertamente após o dado de agosto.
O setor de serviços é o de maior peso na composição do PIB brasileiro, o que explica a atenção dada ao indicador mensal. A desaceleração prolongada acende alerta sobre o ritmo da atividade nos próximos meses.
O Bradesco destacou em seu relatório que o setor está praticamente parado desde setembro do ano passado, sem conseguir retomar trajetória de crescimento consistente.

