O sócio de Marcos Lamacchia, Mário Junqueira, afirmou que a compra da SAF do Vasco pela Almirante Participações ocorrerá mesmo se a CBF impuser restrições. A declaração foi dada durante o leilão que definiu a proposta vencedora, na última sexta-feira (25), no Rio de Janeiro. A venda ainda depende de aprovação de conselheiros e sócios.
Mário Junqueira, representante da Almirante Participações e Empreendimentos S/A, disse que eventuais restrições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não impediriam a concretização da compra da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco. A declaração consta na ata do leilão realizado na última sexta-feira (25), na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).
A juíza Simone Chevrand questionou se a garantia oferecida pelo banco Crefisa poderia representar problema diante da análise da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). O órgão investiga possível conflito de propriedade, porque a Crefisa tem como dono José Roberto Lamacchia, pai de Marcos Faria e marido de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.
Junqueira argumentou que a restrição determinada pela CBF atinge diretamente o Vasco, e não a Almirante Participações. Por isso, a garantia da Crefisa em favor da empresa não impediria a operação. Ele afirmou ainda que uma eventual decisão da ANRESF deverá ser respeitada no âmbito esportivo, mas não teria o poder de desfazer o negócio jurídico firmado no processo de venda.
A proposta da Almirante foi declarada vencedora no leilão, mas a venda depende da aprovação dos conselheiros e dos sócios do Vasco. O watchdog Athos Moura deu parecer favorável à realização do leilão, e o gatekeeper José Eduardo Gussem também se posicionou pela homologação. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) também deu parecer positivo.
Na manifestação, o MPRJ afirmou que a posição da CBF é dinâmica e pode sofrer alterações com novas exigências. A ANRESF ainda analisa a operação. Em agosto, a agência abriu procedimento para verificar possível conflito de propriedade na negociação. A abertura da investigação não representa decisão sobre a legalidade da venda.

