O Supremo Tribunal Federal (STF) tomou cinco decisões nesta semana que foram interpretadas como um aceno à direita, após o resultado do primeiro turno da eleição presidencial. Entre elas, o arquivamento de processos contra dois blogueiros bolsonaristas e o ex-deputado Marcos do Val, todos no inquérito das fake news.
Também foram aliviadas as condições da prisão de Débora do Batom, autorizada a visita de Flávio Bolsonaro ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e arquivado o processo do deputado Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
Não há acordo oficial, mas a sequência de medidas chamou a atenção de integrantes do meio político. As decisões poderiam ter sido tomadas há mais tempo e eram proteladas, segundo avaliação de interlocutores.
O movimento expõe a politização do tribunal. Se houve acordo, é político; se foi uma tentativa de aproximação, a iniciativa mostra que as decisões são tomadas conforme o ambiente do momento e a tendência política, afirma a análise.
Para críticos, o STF não tem mais base jurídica em suas decisões, mas base política e a opinião própria de cada ministro. A situação é considerada delicada, pois o tribunal não pode ser partidário, de direita ou de esquerda.
As atitudes ocorrem na semana anterior ao debate da Globo, no debate e agora no primeiro turno. O timing do STF é político, dizem observadores, citando ainda o sigilo seletivo de um ministro e a intervenção de outro em debate de empresa privada.


