O volante Erick Pulgar, do Flamengo, e o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, foram absolvidos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quinta-feira (15), em julgamento na 4ª Comissão Disciplinar da entidade. Os casos envolvem episódios do Fla-Flu do último domingo.
Pulgar foi denunciado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de “praticar jogada violenta”, por uma entrada dura no joelho do atacante Castillo. O chileno recebeu cartão amarelo no lance, mas o Fluminense reclamou de expulsão. Ele foi absolvido por unanimidade.
Mattheus Montenegro foi enquadrado no artigo 258, sobre conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva, por reclamações feitas na coletiva após o clássico. O dirigente chamou a arbitragem de Rafael Rodrigo Klein de “um lixo” e “uma merda”. A punição prevista era de 15 a 180 dias de suspensão, mas ele foi absolvido por 2 votos a 1.
O advogado Caio Carvalho Barros foi o único a votar pela condenação. Ele alegou que as falas de Montenegro ultrapassaram o aceitável em uma reclamação.
Na coletiva, Montenegro afirmou que o cartão amarelo dado a Pulgar foi um absurdo e questionou a atuação do VAR. “Cadê o VAR? Estava dormindo? Qualquer pessoa que está vendo o jogo viu que era para expulsão”, disse. Ele também citou dois pênaltis não marcados, um em Savarino e outro em Castillo, com entrada de Léo Ortiz.
“Quando você vê um jogo desta importância, com uma expulsão e dois pênaltis… como você vai ganhar o jogo? É impossível”, declarou o presidente do Fluminense.

