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Sul da Inglaterra entra em alerta máximo de seca severa

Carla Fernandes
Última atualização: 15 de outubro de 2026 16:02
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O sul da Inglaterra entrou em situação de “seca severa” após o período de abril a setembro ser considerado o mais seco em mais de um século, informou nesta quinta-feira (15) o Ministério do Meio Ambiente britânico. Dois grandes reservatórios da região operam com níveis críticos, um deles com apenas 16% da capacidade.

O alerta máximo foi ativado em resposta a “preocupações específicas” relacionadas a dois reservatórios. Um deles abastece 95 mil residências e está com 19% de sua capacidade; o outro fornece água a 300 mil lares e opera com 16%.

Nesta época do ano, o nível de água dos reservatórios costuma ficar em torno de 75%, segundo o Ministério do Meio Ambiente. O Reino Unido enfrentou em 2026 o verão mais quente desde o início dos registros, com várias ondas de calor consecutivas e chuvas praticamente inexistentes — uma situação sem precedentes desde 1836.

Mais de 80% da Inglaterra enfrenta seca, informou na sexta-feira passada a Agência de Meio Ambiente. Em setembro, o volume de chuvas no país ficou em 65% da média habitual para o mês, enquanto o nível dos reservatórios ficou em 55%.

As empresas de abastecimento foram “instadas a reforçar seus planos de gestão da seca”, enquanto o governo “está tomando medidas para preservar o abastecimento aos consumidores”, acrescentou o ministério.

“O calor recorde do verão e a seca severa submeteram nossos recursos hídricos a uma pressão imensa”, declarou Philip Duffy, diretor-executivo da Agência de Meio Ambiente, citado no comunicado. “O retorno à normalidade depende tanto das chuvas quanto da quantidade de água que consumimos. Não podemos mudar o tempo, mas as empresas de abastecimento de água podem agir desde já”, afirmou.

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