O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito neste domingo (4) no primeiro turno com 62,65% dos votos válidos, contra 36,42% de Fernando Haddad (PT). Em discurso, ele declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e disse que São Paulo será decisivo na eleição presidencial.
Com 99,66% das urnas apuradas, Tarcísio tinha 62,65% dos votos válidos, contra 36,42% de Haddad, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A eleição foi definida sem necessidade de segundo turno.
“Nós não podemos nos esquecer da responsabilidade que cabe a São Paulo neste momento. Elegemos o governador, elegemos dois senadores, e agora São Paulo vai ser decisivo, podem ter certeza, para eleger Flávio Bolsonaro presidente da República”, afirmou.
O governador começou o discurso agradecendo a Deus e aos aliados. “O dia de hoje é, primeiro, um dia de gratidão. Primeiro gratidão a Deus. E eu entrego todos os projetos na mão do Senhor.”
Tarcísio também citou a aliança que o apoiou na disputa. “A gente montou uma grande frente para disputar essa eleição. Em um país onde falta consenso, a gente construiu um grande consenso.” Ele afirmou que pretende manter a população como centro das ações do próximo mandato e citou as “profissões do futuro” como prioridade.
Na parte do discurso dedicada à eleição presidencial, o governador disse que a diferença registrada em São Paulo ainda pode aumentar no segundo turno. “O resultado já foi extraordinário, já conseguimos aqui uma grande diferença, mas podem ter certeza de que essa diferença vai ser ainda maior.” Ele pediu que aliados mantenham a mobilização e fez crítica ao PT. “Vamos derrotar o PT porque o PT não tem mais nada para apresentar para o nosso país.”
Tarcísio ainda fez referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível. “O tempo da justiça vai chegar, o tempo da virada está chegando.”
A última eleição para o governo paulista decidida no primeiro turno havia sido em 2014, quando Geraldo Alckmin, então no PSDB, foi reeleito com 57,31% dos votos válidos. Tarcísio também superou o percentual de José Serra (PSDB) em 2006, que recebeu 57,93%.


