Um terremoto de magnitude 7,6 atingiu o Panamá nesta sexta-feira (9), levando à emissão de alertas de tsunami para vários países banhados pelo Pacífico. O tremor foi sentido na capital, Cidade do Panamá, onde moradores deixaram edifícios por precaução. O epicentro foi localizado no sul do território panamenho, perto de Pitaloza Arriba, a 10 km de profundidade.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) revisou a magnitude do tremor, inicialmente estimada em 8,0, para 7,6. O abalo ocorreu às 17h29 no horário local, segundo informações da agência Associated Press (AP), que citou dados do USGS e relatos locais.
O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico (PTC) emitiu um boletim informando que ondas potencialmente perigosas poderiam atingir trechos do litoral do Panamá, da Colômbia, da Costa Rica, do Equador, do Peru, da Nicarágua, da Guatemala, de El Salvador e do México. O comunicado foi baseado nos primeiros parâmetros do terremoto, que indicavam magnitude 8,0 e profundidade de aproximadamente 33 quilômetros.
A avaliação posterior do USGS indicou magnitude 7,6 e profundidade de 10 quilômetros. As diferenças decorrem de análises distintas dos dados sísmicos e da atualização das estimativas. A emissão de um alerta não significa necessariamente que um tsunami será registrado em todas as áreas indicadas.
Na capital panamenha, o tremor provocou apreensão, mas não havia registro de danos nos arranha-céus da cidade nas informações divulgadas pela AP. Nas regiões mais próximas do epicentro, moradores relataram objetos que caíram durante o abalo, enquanto as equipes de emergência verificavam as condições das estruturas.
Também foram registrados tremores posteriores, conhecidos como réplicas, que podem ocorrer depois de um terremoto de grande magnitude e exigem atenção, especialmente em construções que tenham sofrido danos. O balanço de vítimas e prejuízos dependia das avaliações das autoridades.
No Panamá, o Sistema Nacional de Proteção Civil (Sinaproc) é um dos órgãos responsáveis por orientar a população e coordenar ações de prevenção e resposta a emergências. A instituição recomenda que os moradores acompanhem os canais oficiais e sigam as instruções das equipes de proteção civil.

