O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RS (Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul), Daniel Wobeto, afirmou que as urnas eletrônicas resolveram “definitivamente os problemas de fraude nas eleições brasileiras”. A declaração foi feita neste domingo (4).
Segundo Wobeto, foram incorporados vários mecanismos de segurança tecnológica, com processos de verificação dos sistemas, de forma a garantir que os programas que rodam nas urnas sejam auditados e atendam aos requisitos da eleição.
“Isso também permite que todo o resultado que sai das urnas eletrônicas seja perfeitamente rastreável até a totalização final, de forma que todo voto computado pelo eleitor seja totalizado conforme a sua intenção”, disse.
As primeiras urnas eletrônicas foram utilizadas em 1996, alcançando cerca de 30% do eleitorado nacional da época. A informatização das eleições tinha como um dos principais objetivos eliminar fraudes associadas ao voto em papel, como o preenchimento mal-intencionado de cédulas e a manipulação nas mesas de apuração.
Desde então, os equipamentos passaram por sucessivas transformações. Eles reúnem recursos de hardware e software desenvolvidos e aperfeiçoados ao longo de três décadas, além de mecanismos de segurança e de auditoria que permitem acompanhar e verificar diferentes etapas do processo de votação, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

