O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acionou a Polícia Federal (PF) para investigar uma onda de ameaças e ataques digitais contra seus servidores, nesta quinta-feira (8). A Corte também colocou equipes de segurança para proteger os funcionários e seus familiares, após identificar cerca de 30 mil mensagens com desinformação, discurso de ódio e exposição de dados pessoais.
A decisão foi anunciada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que determinou o acionamento da PF. A ofensiva busca identificar os autores do vazamento de informações privadas dos funcionários e responsabilizá-los pelas ameaças registradas ao longo da semana.
O volume de agressões cresceu a partir de terça-feira (6), segundo monitoramento feito por grupos de inteligência da própria Corte. O Núcleo de Inteligência do Grupo de Enfrentamento à Desinformação rastreou o envio em massa dos dados dos servidores.
O Ministério Público Eleitoral pediu a remoção das publicações e a punição dos responsáveis. O tribunal enviou alertas formais às plataformas X e Meta para exigir a exclusão imediata dos conteúdos ilegais.
“Os servidores e seus familiares passaram a contar com efetivo de segurança, a fim de garantir sua integridade física”, informou o TSE em nota. A Corte também disponibilizou apoio psicológico aos funcionários intimidados.
O Núcleo Institucional de Garantia dos Direitos Eleitorais acompanha as investigações com a PF. A apuração indica que a equipe de monitoramento da Justiça Eleitoral identificou as mensagens com desinformação, discurso de ódio e exposição de dados pessoais.
A PF trabalha para localizar os responsáveis pelas ameaças. As investigações seguem em sigilo.

