O candidato do Novo ao Senado pelo Paraná, Deltan Dallagnol, afirmou na quarta-feira (30.set.2026) que seu nome estará nas urnas no próximo domingo (4.out). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porém, ainda não decidiu se ele segue inelegível após a cassação de seu mandato de deputado federal em 2023. O processo não tem data para julgamento.
Em 8 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferiu o registro de Deltan. Mas o ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques decidiu, em 21 de setembro, manter a suspensão dos atos de campanha do candidato. Enquanto isso, o ex-procurador da Lava Jato está proibido de pedir votos, participar de debates e veicular propaganda eleitoral no rádio e na TV.
Se Deltan for eleito e tiver o registro de candidatura indeferido pelo TSE depois do 1º turno, os votos dados a ele serão anulados. Caso o candidato do Novo fique em 1º ou 2º lugar, será realizada uma nova eleição suplementar com só 1 vaga ao Senado em disputa.
Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que a vaga de senador aberta em decorrência de cassação da chapa (titular e suplentes) pela Justiça Eleitoral deve ser preenchida só depois da eleição suplementar. A corte rejeitou a possibilidade de ocupação interina pelo próximo candidato mais votado. A decisão foi motivada pela cassação da ex-senadora Selma Arruda, eleita por Mato Grosso em 2018.
Se o TSE indeferir a candidatura de Deltan antes do 1º turno, como o nome dele já está nas urnas, os votos dados a ele poderão ser considerados nulos. Nesse caso, serão considerados eleitos os 2 candidatos com mais votos válidos.

