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TSE manda governo Lula detalhar gastos com publicidade

Carla Fernandes
Última atualização: 16 de outubro de 2026 12:00
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, em decisão unânime, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresente dados detalhados sobre gastos com publicidade entre 2023 e o primeiro semestre de 2026. A medida atende a ação do Partido Liberal (PL).

A determinação foi direcionada à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e ao órgão central responsável pela administração orçamentária e financeira do Poder Executivo Federal. Os entes devem apresentar os dados em formato digital aberto, pesquisável e auditável.

A relação dos empenhos deve conter a classificação das despesas, como publicidade institucional, de utilidade pública, legal, patrocínio ou outra modalidade. Também devem ser informados os números e as datas dos gastos, os valores originais, os reforços, as anulações e os cancelamentos, o saldo empenhado e não cancelado até 30 de junho, a natureza e o subelemento da despesa, o contrato e o processo administrativo correspondente, bem como o objeto do empenho, da campanha ou da ação de comunicação a que estava vinculada.

A ação foi ajuizada pelo PL contra Lula e Sidônio Palmeira, ministro da Secom. O partido quer averiguar se os gastos com publicidade institucional do primeiro semestre de 2026, ano de pleito, foram superiores à média de gastos do mesmo período dos três anos anteriores, prática vetada pelo art. 73, VII, da Lei nº 9.504/1997.

Em seu voto, o relator da ação, ministro André Mendonça, afirmou que a disponibilização de informações detalhadas é importante para rastrear os dados apresentados e permitir a fiscalização das normas da legislação eleitoral. O voto do ministro foi acompanhado por seus pares da Corte.

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