O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a reexibição do programa eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, após uma falha técnica que o transmitiu sem áudio na televisão na segunda-feira (12). A decisão foi tomada nesta quarta-feira (14) pelo presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, que atendeu a pedido do partido.
O problema ocorreu durante a veiculação do horário eleitoral gratuito, por volta das 13h. A propaganda de Flávio foi exibida com as imagens, mas sem som. Na sequência, o programa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi transmitido normalmente, com áudio e vídeo.
Em nota, o TSE informou que a falha ocorreu durante a finalização das mídias no chamado Pool de Mídias, estrutura responsável pelo processamento dos arquivos utilizados pelas emissoras. Segundo o tribunal, os áudios das duas propagandas previstas para aquele bloco não foram carregados inicialmente, mas houve tempo para corrigir o material de Lula antes da transmissão.
O arquivo enviado pelo PL estava íntegro e havia sido validado pela equipe técnica do grupo de emissoras dentro do prazo regulamentar. Essa informação foi considerada na análise do pedido apresentado pela campanha de Flávio.
A decisão determinou a reapresentação integral do programa durante a programação normal das emissoras integrantes do pool, imediatamente após o horário destinado à propaganda eleitoral gratuita. Os custos da nova transmissão ficaram a cargo das emissoras, conforme as regras aplicáveis aos problemas técnicos que prejudicam a compreensão da propaganda.
Além da reexibição, Kassio Nunes Marques determinou que as emissoras verificassem os arquivos exportados nas ilhas de edição antes de encaminhá-los aos servidores de transmissão. O grupo também deveria informar quais medidas adotou para corrigir falhas operacionais e evitar que situações semelhantes voltassem a ocorrer.
O episódio provocou reação do candidato, que questionou a ocorrência e levantou a possibilidade de uma tentativa deliberada de prejudicar sua campanha. A hipótese, porém, não foi comprovada. As informações divulgadas pelo TSE apontaram para uma falha técnica durante o processamento das mídias.


