O deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que ordenou, neste domingo (11), a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, a pedido da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). “A censura já começou”, declarou.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Janones afirmou que o canal tem 3,3 milhões de pessoas e foi criado para mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 25.
No pedido ao TSE, a campanha de Flávio alega que Janones teria coordenado a disseminação de conteúdos desinformativos e ofensivos contra o candidato do PL, com conhecimento e benefício de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
Segundo a denúncia, a estrutura usava o canal de WhatsApp para distribuir “missões” de compartilhamento de publicações e teria empregado recursos públicos de campanha em impulsionamento de propaganda negativa.
Janones, reeleito com cerca de 79 mil votos, nega a acusação. Na noite de sábado (10), ele fez uma live pelo Instagram e afirmou que o canal estava apenas na fase de inclusão de perfis e explicações de como funcionaria, sem ter divulgado uma notícia sequer.
“Eu não divulguei uma notícia lá. Vocês, esses 3,2 milhões de soldados do presidente Lula que estão lá não me deixam mentir. Vocês sabem que não foi divulgado nada ainda”, afirmou.
Janones sustenta que a ação do PL foi motivada por “medo” da atuação dele nas redes sociais. Na publicação deste domingo, ele explica que a decisão do TSE o impede de criar outro canal no YouTube, mas não o impossibilita de seguir com mobilização no Instagram. “Nós não vamos nos calar, vamos continuar”, afirmou.

