O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou neste domingo (4) que 421 urnas precisaram ser substituídas durante a votação do primeiro turno das eleições de 2026. O órgão também afirmou que 55 auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) acompanham o teste de integridade dos equipamentos em todo o Brasil, sem intercorrências.
As substituições representam 0,07% do total de 499.248 urnas de votação. Há ainda 68.912 urnas de contingência, que ficam de reserva em caso de problemas. Até as 10h, nenhum estado registrava seções com votação manual.
O teste de integridade é realizado desde 2002 e consiste em uma votação simulada. A novidade deste ano é a realização de parte da auditoria no próprio Tribunal. Votos previamente registrados são comparados com o resultado produzido pela urna; ao final do dia, confere-se se os votos inseridos são exatamente os mesmos da simulação.
No sábado (3), o TSE verificou a integridade e a autenticidade dos sistemas responsáveis pela transmissão, recebimento e totalização dos resultados. O procedimento confirmou que os programas instalados são os mesmos inspecionados pelas entidades fiscalizadoras, assinados digitalmente e lacrados.
O painel de informações do TSE aponta que 2.076.797 pessoas justificaram o voto às 9h30 deste domingo. O telão fica no Centro de Divulgação das Eleições (CDE), na sede da corte em Brasília.
Neste domingo, 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar para presidente e vice-presidente, governadores, dois senadores por estado, deputados federais e estaduais ou distritais. A votação vai das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, com emissão de boletins de urna a partir do encerramento.
O comparecimento é ponto de atenção da Justiça Eleitoral. Em 2022, a abstenção foi de 20,95%, a maior desde 1998. O voto é obrigatório para brasileiros entre 18 e 70 anos; quem não justificar a ausência paga multa de R$ 3,51 por turno.

