A Universidade Federal do Pará (UFPA) manifestou solidariedade à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) após um incêndio atingir laboratórios da instituição pernambucana na noite de 7 de outubro, comprometendo pesquisas científicas. Em nota divulgada nesta quinta-feira (8), a reitoria da UFPA expressou apoio a estudantes, professores, técnicos e demais integrantes da comunidade acadêmica afetados pelo ocorrido.
No comunicado, a universidade paraense destacou os impactos do episódio para os pesquisadores e para o desenvolvimento científico brasileiro, ressaltando que os trabalhos realizados nas instituições públicas dependem de anos de dedicação, investimentos contínuos e infraestrutura adequada.
A UFPA ressaltou que as universidades públicas desempenham papel fundamental na formação de pesquisadores e na produção de conhecimento em diferentes áreas. Os estudos desenvolvidos nesses espaços contribuem para o enfrentamento de desafios como doenças, problemas ambientais e desigualdades sociais.
Segundo a instituição, a perda de equipamentos, estruturas e materiais de pesquisa pode interromper projetos, comprometer trajetórias acadêmicas e atrasar descobertas que beneficiariam a sociedade.
Na manifestação, a reitoria da UFPA também defendeu uma investigação rigorosa para esclarecer as causas do incêndio na UFPE. A instituição destacou a importância do apoio do poder público para recuperar as instalações atingidas e assegurar a retomada das pesquisas.
A UFPE registrou três incêndios em laboratórios entre 30 de setembro e 7 de outubro. O primeiro caso aconteceu na tarde de 30 de setembro, em um laboratório do Departamento de Física, vinculado ao Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN). As chamas começaram por volta das 13h30, durante a manipulação de um produto químico. Funcionários tentaram controlar o fogo com extintores, mas não conseguiram conter as chamas.
O caso mais grave ocorreu na noite de 7 de outubro, em um prédio da Cidade Universitária, nas proximidades da Casa do Estudante. O fogo começou por volta das 20h e foi controlado no fim da noite, com o apoio de cinco viaturas do Corpo de Bombeiros. O reitor Alfredo Gomes estimou em cerca de R$ 100 milhões os prejuízos com equipamentos, insumos e materiais do primeiro andar. Segundo Gomes, aproximadamente 80 dissertações de mestrado e teses de doutorado estavam em desenvolvimento no prédio, que também armazenava dados acumulados ao longo de duas décadas de pesquisas.

